Jair Ventura

    Análise: que Corinthians Jair Ventura encontra às vésperas de clássico com arquirrival e mata-mata

    Jair Ventura terá trabalho no Corinthians. Após a equipe ficar por 25 jogos sob comando de Osmar Loss, o cenário é pouco animador, mas favorável para mudanças em escalação, estilo de jogo e esquema tático.

    Além da linha defensiva de quatro jogadores, usada no clube de forma sólida há mais de uma década, poucas coisas são imutáveis.

    Com muitos jogadores em momento ruim, Jair Ventura tem o desafio de remontar uma equipe capaz de passar pelo Flamengo na semifinal da Copa do Brasil a partir da próxima quarta-feira. E pior: sem reforços, já que as inscrições dos torneios se encerraram.

    Antes, no domingo, o Corinthians enfrenta o Palmeiras na arena rival pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Veja a análise:

    Miolo de zaga em mau momento

    Se, nos últimos anos, o Corinthians manteve bons números defensivos, terminando o Brasileirão com a melhor defesa em 2011, 2013, 2015 e 2017, neste ano o time raramente sai de campo sem ser vazado. Expostos, Cássio ou Walter são sempre os destaques do time. Com Henrique titular absoluto, uma vaga na zaga está aberta: Pedro Henrique, Léo Santos e Marllon podem ocupá-la. Balbuena, hoje no West Ham, faz enorme falta ao time.

    Problemas nas laterais

    Com a venda de Sidcley, o Corinthians agiu rápido na contratação de Danilo Avelar. O lateral-esquerdo até começou bem, mas nunca jogou tantos jogos em sequência na vida. Por isso, a qualidade técnica vem diminuindo. Na direita, com Fagner machucado, Mantuan vem sendo improvisado. Volante de origem, tem sido usado por ali por insistência de Fábio Carille e Osmar Loss, mas não embala.

    Volantes desafinados

    Gabriel vinha mal no time e perdeu espaço para Ralf, que também não vem bem. Como segundo volante, Douglas foi contratado do Fluminense e ainda não conseguiu fazer nenhuma grande partida pelo Corinthians. Pior: no time de Loss, os dois vinham sendo responsáveis por iniciar as jogadas quando Jadson não recuava para construir o jogo. Muitas ações para eles, mas pouca eficiência.

    Jadson: fio de criatividade

    Passa pelos pés do camisa 10 a esperança do torcedor. Com 12 gols e nove assistências no ano, Jadson tem sido decisivo. Mas não é mais um menino. Ou seja: não consegue jogar em alto nível por 90 minutos a cada três dias. É importante achar um substituto no elenco. Mateus Vital, reserva com Loss, ainda não se achou. Araos está em adaptação.

    Ataque ineficiente

    Romero brilhou no mês de julho, mas, em agosto e neste início de setembro, os gols sumiram. O atacante paraguaio vem em momento técnico ruim, assim como Clayson. Pedrinho, xodó da torcida, ainda é pouco decisivo. Titular nos últimos quatro jogos, Roger conseguiu dois gols. Machucados, Jonathas e Sheik, que acaba de fazer 40 anos, são opções.

    Esquema consolidado?

    Após insistir bastante no esquema 4-2-4-0, sem atacante de referência, Osmar Loss se convenceu que o time rende melhor no 4-2-3-1. O rendimento realmente melhorou, mas ainda está muito longe de ser bom. O time tem feito gols de bola parada, mas poucos com construção de jogada.

    Elenco limitado

    Um dos problemas que mais prejudicaram Loss foi a falta de reservas úteis para mudar jogos. Isso porque, em muitas posições (goleiro, laterais, zagueiros e volantes), os jovens jogadores levados para o banco só costumam entrar em caso de lesão ou cansaço. Peças ofensivas (meias e atacantes) para mudar jogos, o elenco apresenta poucas. Com Loss, Matheus Matias e Danilo quase não jogaram, o que diminuía ainda mais a lista de opções válidas. Sergio Díaz, recondicionando-se, pode ser reforço em breve.

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