Andrés diz que atraso salarial é “normal” e reclama de processos de atletas

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      Andrés Sanchez em entrevista ao UOL Esporte concedida em 2016

      Andrés Sanchez em entrevista ao UOL Esporte concedida em 2016

    Candidato ao cargo de presidente do Corinthians, Andrés Sanchez entende que atrasar salários dos atletas é algo normal. Participando do segundo Congresso Brasileiro de Direito Desportivo organizado pela USP e pela FPF, o dirigente fez críticas ao Profut e à burocracia do poder público.

    “Não quero acabar com o Profut, com a CND (Certidão Negativa de Débitos). Mas a burocracia para se tirar uma certidão… É normal atrasar o salário por dez, 15 dias. É para fluxo de caixa. Não ofende ninguém. Não pode rebaixar quem atrasa dez, 15 dias. Passou de dois meses, rebaixa, aí ok. O Barcelona está devendo salários e ninguém fala nada”, pontuou.

    “O problema dos clubes não é imposto atrasado. É processo trabalhista. Jogador de futebol só quer ser regido pela CLT quando interessa”, completou.

    Ao seu lado na mesma mesa de discussão estava o zagueiro Paulo André. Um dos criadores do Bom Senso, ele processou o Corinthians por problemas trabalhistas e foi atacado por Andrés na época.

    O candidato corintiano aproveitou a situação para cutucar o atleta e também o Flamengo.

    “Se eu for eleito, vou pegar e fazer que nem o Flamengo. Vou declarar todas as nossas dívidas trabalhistas, inclusive a sua (apontando para Paulo André), falar que tenho milhões de dívidas e fazer acordo e depois falar que consegui reduzir. Eu devia dez, vou pagar dois e falar que diminui a dívida. E ninguém fala isso”, afirmou.

    “Não pode um deputado, um Ministro que nunca sentou na cadeira de um clube querer mandar. Estou com um projeto há dois anos e meio no Congresso, e agora veio o projeto de lei. No Congresso eu desisto. Tudo nesse país tem isenção. Banco, automóvel, aviação, traficante e o raio que o parta. Menos futebol”, finalizou.

    No meio do discurso, Andrés ainda criticou a atuação do Bom Senso e ouviu a resposta de Paulo André.

    “A gente não queria fazer um projeto de luta de classes. Era coisa de base. Eram sete ou oito clubes que estavam com salários atrasados. Era questão de sobrevivência. Na emoção, um clube contrata dez jogadores, deixa a dívida para outra gestão e paga quando der. Aí atleta entra na Justiça e ganha dez anos depois”, respondeu.

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