Andrés Sanchez é denunciado por crime tributário de R$ 8,5 milhões aos cofres públicos

    Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, por um crime tributário que teria causado dano de R$ 8,5 milhões aos cofres públicos. José Sanches Oller, Isabel Sanches Oller e Itaiara Pasotti, seus sócios, também estão envolvidos no processo.

    As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que o quarteto fez uso dos chamados “laranjas” para abrir a empresa Orion Embalagens, criada em 2002 e extinta em 2005, com o intuito de omitir receitas e atenuar tributos de imposto de renda, PIS, Cofins e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

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    “A Orion Embalagens fazia parte do Grupo Sol, administrado pelos denunciados, que atuava no mesmo segmento econômico, no mesmo espaço de outras empresas do grupo e possuía os mesmos funcionários. Todas as empresas do Grupo Sol tinham a mesma contadora, responsável pela escrituração contábil e fiscal que caracterizam o crime tributário”, afirma a procuradora-geral Raquel Dodge na peça acusatória.

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    O MPF pede ressarcimento pelo prejuízo provocado à União, com correção monetária, e aplicação de dano moral coletivo. Em caso de condenação, os denunciados Andrés Sanchez, José Sanches Oller, Isabel Sanches Oller e Itaiara Pasotti ficam sujeitos ainda a uma pena de dois a cinco anos de reclusão, podendo ser acrescida em até a metade do prazo fixado, em função de agravantes.

    Andrés Sanchez ainda não se manifestou sobre a denúncia da PGR. O deputado federal era esperado em um debate entre candidatos à presidência do Corinthians promovido pela Universidade de Guarulhos na noite desta segunda-feira, mas alegou ter compromissos em Brasília para não comparecer. Antonio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior também concorrerão no pleito de 3 de fevereiro.

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