Após ‘fico’ de Elias, Timão aguarda Europa para tentar ajustar finanças

    A permanência de Elias não significa que o Corinthians fechou as portas para saídas de mais jogadores nas próximas semanas. Para tentar equilibrar as contas e terminar de acertar valores atrasados com parte do elenco, a diretoria alvinegra admite que terá de fazer dinheiro com alguma negociação. A esperança é a abertura da janela de transferências dos países europeus, a partir de junho.

    Entre os direitos de imagem e premiações atrasadas, o Corinthians conseguiu abater cerca de 40% do total com um empréstimo obtido no início de maio. Os outros 60% devem ser acertados conforme o sucesso na negociação de algum jogador com o futebol europeu. A previsão orçamentária para 2015 mostra uma expectativa de até R$ 38 milhões em “repasses de direitos federativos”. Ou seja, vendas.

    A diretoria diz não ter qualquer negociação em andamento, mas espera propostas por seus principais jogadores. O próprio Elias é cotado, já que tem experiência no continente europeu e pode ter uma vitrine maior com a convocação para a seleção brasileira, que disputa a Copa América no próximo mês. Mas o volante não quer sair até o fim do ano. Ficará para a próxima.

    A expectativa maior é de ofertas pelo zagueiro Gil, que foi sondado por clubes alemães no início do ano e também está valorizado. O Corinthians tem 90% dos direitos econômicos do jogador e acha que pode conseguir boa margem de lucro.

    O clube pagou cerca de R$ 9,4 milhões no início de 2013, quando o defensor foi contratado do Valenciennes, da França. Agora, sondagens europeias ultrapassam os R$ 20 milhões.

    O meia Petros, desejado pelo Flamengo, também pode render dinheiro aos cofres alvinegros nos próximos meses. A tendência, porém, é que o técnico Tite passe a utilizá-lo mais vezes no Campeonato Brasileiro. A atuação contra o Fluminense, apesar do empate sem gols, agradou a comissão técnica.

    A confirmação das saídas de Emerson e Guerrero já vai fazer o clube economizar mais de R$ 1 milhão por mês em salários, assim que os contratos dos dois acabarem. O departamento financeiro do clube entende que é preciso ter mais cortes e receitas para as contas começarem a fechar. O presidente Roberto de Andrade entendeu o discurso e o externou em entrevista na sexta-feira passada.

    “Fiz uma promessa a mim mesmo que temos que consertar o Corinthians. Isso passa por algumas cicatrizes. Peço o apoio do torcedor, frequentando estádio, virando sócio-torcedor. Isso põe o clube em uma situação melhor. A maior dificuldade é 2015. A partir de 2016 vamos ter uma vida um pouco melhor e em 2017 melhor ainda. Mas temos de fazer alguns ajustes e vamos fazer”, disse.

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