Ataque inoperante e defesa problemática desafiam Corinthians e Santos

    O clássico Corinthians e Santos colocará à prova dois pontos fracos das equipes alvinegras. Neste sábado, em Itaquera, o ataque corintiano de apenas sete gols no Paulistão terá pela frente a defesa santista, que foi vazada oito vezes.

    Nos outros setores do time, a situação é oposta. O Corinthians sofreu apenas quatro gols em seis duelos do Campeonato Paulista e encontrou solidez com a dupla Balbuena e Pablo. O Santos, por sua vez, já foi às redes em 12 oportunidades.

    A inoperância do ataque alvinegro ficou evidente, sobretudo, na última quarta-feira, contra o Brusque, na Copa do Brasil. O time de Fábio Carille passou em branco nos 90 minutos da partida disputada em Santa Catarina e precisou dos pênaltis para conseguir a classificação à terceira fase.

    No Paulistão, o ponto fora da curva deu-se no último jogo. Diante do Mirassol, fora de casa, a equipe corintiana venceu por 3 a 2. Ou seja, nos outros cinco jogos, o Corinthians marcou apenas quatro gols (em quatro triunfos por 1 a 0, contra São Bento, Novorizontino, Audax e Palmeiras – a equipe ainda perdeu para o Santo André por 2 a 0).

    Nos últimos três jogos da temporada, Kazim ganhou a vaga de Jô no comando de ataque – a dupla atuou junta diante do Mirassol, justamente quando o Corinthians marcou três gols. Com os dois atacantes, o esquema do time passou a ser o 4-4-2.

    Sem a dupla, Carille opta por apenas um homem à frente, seja no 4-2-3-1 ou no 4-1-4-1. Nesses esquemas, Carille escalou Jô titular em três jogos (Kazim atuou em dois). Neste sábado, o treinador deixou a disputa entre os dois aberta.

    A defesa santista apresenta sinais de preocupação neste início de temporada. Terceira melhor do último Campeonato Brasileiro, com 35 gols sofridos em 38 jogos, média inferior a um por partida, virou um dos principais alvos das críticas da torcida.

    Sem a dupla titular formada por Gustavo Henrique e Luiz Felipe, que se recuperam de lesões ligamentares nos joelhos esquerdo e direito, respectivamente, Dorival implantou a formação defensiva com somente um zagueiro de origem e Yuri, que costumeiramente era usado como volante.

    A tentativa resultou em gol sofrido no amistoso contra o modesto Kenitra, do Marrocos, e dois logo na estreia, 6 a 2 diante do Linense. Na sequência, outros dois na vitória por 3 a 2 diante do Red Bull Brasil.

    O ápice do questionamento chegou com a primeira derrota, 3 a 1 no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro, no último dia 15. A equipe vencia por 1 a 0, mas cedeu a virada e foi criticada, principalmente, por seu desempenho defensivo.

    Além dos problemas já conhecidos, David Braz sofreu um estiramento na panturrilha direita durante a pré-temporada e só foi relacionado recentemente. Cléber, principal contratação para o setor, precisou realizar compensação muscular. Logo na estreia, diante da Ferroviária, pela 4ª rodada, acabou expulso.

    A defesa titular para o clássico ainda é um mistério. Cléber, que poderia voltar na última rodada, acabou sendo só opção entre os reservas, preterido para a escalação de Lucas Veríssimo.

    Dorival ainda mantém firme a escalação com um zagueiro de origem. Para a sequência, o Santos optou por inscrever o zagueiro argentino Fábian Noguera, titular no fim da última temporada.

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