Betão reencontra o Corinthians em Itaquera e se emociona ao ver estádio

    • Diego Salgado/UOL Esporte

      Betão segurava uma camisa do Corinthians

      Betão segurava uma camisa do Corinthians

    O zagueiro Betão viveu um dia especial neste sábado, em Itaquera. O atleta do Avaí, mesmo derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, emocionou-se ao conhecer o estádio alvinegro. Revelado pelo clube paulista, Betão chegou a treinar no local no começo dos anos 2000.

    Após o jogo na Arena, com uma camisa do Corinthians às mãos, Betão, que completou 34 anos justamente neste sábado, relembrou da época em que a área do estádio era composta por campos de treinamento. Desde aquela época, segundo ele, havia promessa da construção da casa corintiana no espaço.

    “Fiquei sem palavras quando entrei no estádio. Realmente fiquei arrepiado, porque tem muita gente que está aqui no estádio que não sabe o que era isso. E eu sei muito bem o que era isso. No ano 2000 a gente vinha treinar aqui, era campos espalhados aqui. Tinha um buraco aqui e falavam que seria construído um estádio do Corinthians lá”, contou Betão.

    De acordo com o zagueiro, a promessa nunca foi levada a sério porque “as coisas nunca andavam”. Ele também se disse feliz com a fase atual do clube. Betão deixou o clube em 2007, logo após o rebaixamento e viu, de longe, o Corinthians conquistar dez títulos, incluindo o Mundial e a Libertadores.

    “Eu chego aqui no dia do meu aniversário e ver toda essa estrutura, ver como o clube cresceu, para mim é fantástico. Fico feliz pelo clube estar vivendo esse momento atual, independentemente de ser rival, de estar vindo contra. Penso mais pelo lado humano da situação”, frisou.

    Betão também falou sobre o descenso corintiano no Brasileirão 2007. A queda do time aconteceu há dez anos, no dia 2 de dezembro daquele ano, após um empate com o Grêmio no Olímpico. Para ele, deixar a Série A nunca é positivo, nem mesmo depois da época de ouro vivida pelo Corinthians.

    Diego Padgurschi/Folha Imagem

    Betão em 2007, ano do rebaixamento do Corinthians: zagueiro reencontrou o clube

    “Rebaixamento não é bom para cair. Não vale, seja equipe grande ou pequeno. Rebaixamento é ruim. Quem sabe não foi um alerta para as pessoas começarem a enxergar as coisas de outra maneira”, ressaltou o zagueiro.

    Cria do terrão, Betão defendeu o time profissional em 215 partidas entre 2001 e 2007. No Avaí desde o segundo semestre do ano passado, Betão ainda descartou encerrar a carreira no Corinthians, mas deixou aberta a possibilidade de voltar como dirigente um dia.

    “Futebol é muito dinâmico. Como jogador é bem difícil, não vou criar expectativa. Mas tenho estudado bastante, tenho muita coisa para aprender no futebol. Quem sabe um dia. Trabalhar no Corinthians seria um grande prazer”, afirmou o zagueiro do Avaí.

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