Com família corintiana, Geromel enfrenta o clube buscando a liderança do Brasileirão

    Alguns torcedores do Corinthians dizem ter flagrado uma cena curiosa em Itaquera, ao final de um empate por 0 a 0 com o Grêmio, válido pelo primeiro turno do último Campeonato Brasileiro: paulistano, o zagueiro gremista Pedro Geromel deixou o estádio acompanhado pelo pai, Valmir, que não abriu mão de vestir uma camisa corintiana nem mesmo naquela tarde de 15 de maio.

    “Ele é corintiano fanático”, contava Geromel, na véspera da partida, em uma situação com que acostumou a lidar a cada confronto com o Corinthians. Em setembro de 2015, antes de um empate por 1 a 1 em Itaquera, o defensor do Grêmio desconversou ao ser questionado sobre o assunto: “Ainda não tive a oportunidade de falar com ele sobre o jogo”.

    De todos os encontros entre Geromel e o Corinthians, contudo, é o próximo que gera mais expectativas. Os corações alvinegros dos familiares do jogador serão testados na tarde deste domingo, na Arena do Grêmio, já que o time paulista lidera o Campeonato Brasileiro com apenas um ponto de vantagem para o gaúcho. O duelo ganhou ares de decisão.

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    Geromel já teve a chance de estar do outro lado. Então emprestado pelo alemão Colônia ao Grêmio, ele foi sondado pelo Corinthians para repor a saída de Anderson Martins no início de 2015. A negociação não vingou, e o veterano Edu Dracena foi parar no clube do Parque São Jorge.

    Havia um jogador corintiano que, à época, estava bastante animado com a possibilidade de ver Geromel no time do coração do pai. “Ainda espero jogar com o Geromel no Corinthians. Convite, não faltou”, sorriu Elias, quando abriu uma hamburgueria na capital paulista em sociedade com o zagueiro do Grêmio, em 2015.

    Mais um que era corintiano na infância, Elias conhece Geromel desde os tempos em que ambos estavam em um clube muito menos querido pelo pai do zagueiro. Os jogadores do Atlético-MG e do Grêmio iniciaram as suas trajetórias no futebol nas categorias de base do Palmeiras. “Eu ia para a casa do Geromel, e a mãe dele dava bronca por termos tomado refrigerante e comido biscoito no meio do caminho. Quando a gente ia almoçar, não tinha mais fome. Mas o pior é que toda sexta-feira era peixe lá, e eu não gostava. Pô, sempre que vou, é peixe?”, gargalhou o volante.

    Do Palmeiras, Geromel seguiu para o futebol de Portugal, onde passou por Chaves e Vitória de Guimarães. O defensor estendeu a sua trajetória na Europa na Alemanha, onde jogou pelo Colônia, e na Espanha, pelo Mallorca. De lá, retornou ao Brasil para criar raízes em Porto Alegre e tornar-se uma das referências do Grêmio, deixando os corações de alguns familiares divididos.

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