Com o nome do ídolo, goleiro que parou Corinthians sonha em conhecer Marcos

    • Marco Galvão/Estadão Conteúdo

      Marcos celebra atuação contra o Corinthians

      Marcos celebra atuação contra o Corinthians

    O goleiro Marcos parou o Corinthians. Esse roteiro já foi registrado anos atrás, quando o pentacampeão mundial ainda defendia o Palmeiras. No último sábado, outro Marcos, terceiro arqueiro do Atlético-GO, destacou-se diante do líder do Campeonato Brasileiro e fez o passado voltar à tona.

    Decisivo na vitória por 1 a 0 dos goianos em plena Arena Corinthians, Marcos, que disputou seu primeiro jogo pela Série A do Brasileirão, viveu uma segunda-feira atípica, com saudações da torcida e novas menções ao ex-goleiro do Palmeiras, que é sua maior referência no futebol. Durante o jogo, as redes sociais do próprio Atlético-GO iniciaram a comparação

    “Eu vi e gostei de ser comparado com ele, meu grande ídolo. Teve a defesa dele contra o Corinthians [na Libertadores 2000]. Aí que lembra mais. Meu sonho é encontrar ele”, disse Marcos, 24 anos, em entrevista ao UOL Esporte.

    De acordo com ele, o ex-jogador passou a ter a condição de ídolo logo depois da Copa do Mundo 2002. Naquela época, o goleiro do Atlético-GO tinha apenas nove anos e ainda vivia em uma fazenda em Cidade Gaúcha, no interior do Paraná.
     

    A participação de Marcos, que acabou marcada por defesas difíceis em conclusões de Rodriguinho e Kazim, só foi definida três dias antes do duelo dom o Corinthians. O reserva, que ainda não tinha entrado em campo em 2017, foi escalado depois de o técnico João Paulo Sanches poupar o titular Felipe. Além disso, Kléver, o primeiro substituto, ficou fora por causa de uma lesão no tornozelo.

    “Treino todo dia como se fosse jogar. A gente nunca sabe quando a oportunidade vai aparecer. Não pode desanimar. Soube na quarta-feira que seria titular. Fiquei feliz e ansioso, pois era meu primeiro jogo no ano e no Campeonato Brasileiro da Série A. No jogo é preciso controlar as emoções”, frisou Marcos, que defende o Atlético-GO desde junho de 2014, depois de passar pelo Mirassol e o Barretos.

    “Agradeci muito a comissão pela oportunidade. Ainda mais num jogo desse, nessa proporção, contra o Corinthians, líder do campeonato, naquela arena, com toda aquela torcida. Fui bem concentrado e sabia que ia ser muito difícil. Deu tudo certo”, completou.

    Atlético-GO/Divulgaão

    Marcos só jogou 15 partidas oficiais na carreira e apenas uma na temporada 2017

    De acordo com ele, a defesa mais difícil foi a cabeçada de Rodriguinho, aos 13 minutos do segundo tempo. No lance, o meio-campista concluiu após cruzamento de Fagner. Marcos, bem colocado, defendeu à queima-roupa. “Foi muito rápido. Só deu tempo de eu me posicionar e pegar no reflexo. Ainda bem que depois ele [Clayson] cabeceou para fora”, contou.

    Depois da atuação histórica, Marcos foi parabenizado até pelos adversários. “O Cássio falou comigo depois do jogo. Me deu parabéns e falou que eu tinha um futuro brilhante pela frente. Disse para eu seguir firme”, ressaltou Marcos.

    De volta a Goiânia depois da partida do último sábado, Marcos conheceu um lado até então desconhecido como jogador de futebol. “Eu recebi muito apoio pela internet. Vi as pessoas me dando parabéns pelas redes sociais. Legal esse reconhecimento. Alguns torcedores me encontraram também”, afirmou o goleiro.

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