Com sinal amarelo ligado, Fabio Carille crava: ‘É o meu pior momento no Corinthians’

    O técnico Fábio Carille foi enfático ao tratar o momento atual do Corinthians como o seu pior desde que assumiu o comando do clube. Reconhecendo, de forma espontânea, que não viveu um momento de futebol tão ruim no cargo, o treinador comparou a expectativa para enfrentar a Ponte Preta, neste domingo, às 17h (de Brasília), com a vivida na época que precedeu sua estreia como comandante do time.

    “Talvez, não. É o pior momento”, afirmou Carille, em entrevista coletiva concedida logo após o treino da manhã desta sexta-feira, mais uma ocasião em que repetiu uma rotina já conhecida no CT Joaquim Grava: chegar cedo, analisar vídeos e treinar, às vezes mecanicamente, o posicionamento defensivo do time.

    “Posso dizer que não me sinto pressionado porque sou muito consciente de tudo. Todas as coisas ruins que aconteceram, eu trabalhei”, assegurou o treinador, que costuma ressaltar a dependência da atitude dos jogadores em campo, mesmo com boa intensidade nos treinos.

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    “Quando eu digo aqui que é 50% do técnico, 50% do jogador, isso é verdade. Esse negócio de 100% para cada um não existe. Dos cinco últimos gols tomados, três foram de bola parada. Isso me incomoda muito. Então eu tenho que cobrar para que eles retomem essa confiança”, continuou.

    Aposta do clube no início do ano, Carille apontou a atual fase como previsível quando se coloca em perspectiva todos os outros times do Brasileiro. Para ele, porém, o conselho de um amigo próximo foi o bastante para que a chateação pelas derrotas se transformasse em confiança.

    “Todas as outras 19 equipes já passaram por dificuldades, Chapecoense, Sport, São Paulo estava lá embaixo e está conseguindo liberar. E está sendo assim, momento de instabilidade, que não é nada bom. Mas, se tem alguém que acreditou no grupo, eu sou essa pessoa”, comentou, antes de contar o papo.

    “Ficar chateado depois do jogo é normal. Escutar pessoas depois do jogo, um deles me falou: ‘Fábio, se no começo do ano alguém perguntasse se você quer chegar na 30ª rodada com seis pontos de vantagem, você não aceitaria?’. É claro que eu queria. Chegamos a ficar 10 pontos. Agora chegamos com seis e vamos buscar melhorar nessa reta final da competição”, concluiu.

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