Como o fair play financeiro pode ‘salvar’ o Corinthians

    Algo já consolidado pela UEFA no futebol europeu, o fair play financeiro é assunto de debate entre clubes, federações e CBF no futebol brasileiro.

    No entanto, a Confederação Brasileira de Futebol quer a implementação desse mecanismo o quanto antes. E isso impactaria diretamente no Corinthians.

    Afinal, o que é o fair play financeiro?

    Antes de mais nada, o mecanismo foi criado para “dar justiça” ao jogo pela UEFA. O modelo visa evitar que clubes com proprietários milionários, como Manchester City, Paris Saint-Germain e Chelsea, ofereça transferências milionárias e salários astronômicos por jogadores.

    Mas a regra para o fair play financeiro tem um princípio muito básico: ter receitas maiores do que despesas.

    “O Fair Play Financeiro não foi criado para punir ninguém, nem criar sanções. Ele visa apenas o desenvolvimento sustentável, sem lavagem de dinheiro”, disse Pedro Daniel, diretor-executivo da Ernst & Young em entrevista ao site de apostas esportivas Betway.

    Como o fair play financeiro pode ajudar o Corinthians?

    Maurício Corrêa, presidente da Comissão de Direito Esportivo do Instituto de Advogados Brasileiros, deu uma importante declaração sobre o assunto.

    “A partir do momento que você tem uma gestão eficaz, com a visão de que as despesas não podem superar as receitas, cresce a possibilidade de atrair os investidores”.

    E é exatamente isso que encaixa para traçar um futuro sustentável para o Corinthians.

    No mês de agosto, o clube registrou três meses de salários atrasados a seus jogadores.

    É óbvio, no entanto, que a pandemia do novo coronavírus trouxe diversas dificuldades em obtenção de receitas para o Timão.

    Porém, não é de hoje que o clube possui dificuldades financeiros por total falta de responsabilidade de dirigentes.

    Com o fair play financeiro sendo implantando no Brasil, o Corinthians teria a ganhar com uma forma sustentável de gestão financeiro, gastando somente aquilo que arrecada, e evitando investimentos sem critério.

    Fair play financeiro não é proibição

    Quando falamos em fair play financeiro, logo pensamos em frear equipes que recebem grandes receitas, como no caso do Palmeiras, com a Crefisa, e o Flamengo, que se reestruturou financeiramente.

    “O Fair Play Financeiro não é um movimento socialista, que busca o equilíbrio financeiro entre os clubes. Se você tem mais dinheiro, você vai gastar mais”, concluiu Pedro Daniel.

    Ou seja, os clubes seguirão com investimentos. E isso serve para também o Corinthians.

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