Corinthians inclui sócio-torcedor em negociação de ‘naming rights’

    Em conjunto com os direitos de nome do seu estádio (os “naming rights”), em Itaquera, o Corinthians negocia a venda de seu programa de sócio-torcedor.

    É essa a principal novidade da operação que está muito perto de ser concretizada, com detalhes sendo finalizados nesta semana.

    Conforme apurou a Folha, a transação não segue os padrões tradicionais da comercialização da propriedade, como foi a Allianz com o Palmeiras, por exemplo.

    Por incrível que pareça, o nome da arena –sobre o qual se fala há cerca de quatro anos– surge como fator secundário na negociação.

    O valor de toda a transação se aproxima de R$ 420 milhões, por vínculo de 20 anos, mas pode ir além dessa cifra caso envolva outros itens.

    A empresa, que é nova no mercado e formada por um pool de instituições financeiras, quer aproveitar a base vinculada ao Fiel Torcedor, que hoje tem mais de 130 mil pessoas fidelizadas, para oferecer serviços como microcrédito e capitalização.

    Cartão de crédito e outros produtos também estão em estudo para serem ofertados.

    A expectativa dessa empresa é que possa alcançar pelo menos 4% de toda a torcida corintiana, chegando a quase 1,2 milhão de pessoas.

    Para isso, a negociação envolve a compra da Omni, que atualmente administra o programa de sócios –como mostrou a Folha em outubro, ela fica com 50% da receita das mensalidades do Fiel.

    No contrato que está sendo redigido, a empresa poderá mais tarde revender seu negócio para outra companhia, dividindo lucros com o clube.

    Segundo pessoas ligadas à negociação, o formato da operação nunca foi utilizado no Brasil. Eles imaginam um efeito surpresa positivo justamente por não carregar como aspecto primordial o nome do estádio –aliás, ele ainda não foi definido.

    No Corinthians, o negócio já é dado como certo por nomes como o ex-presidente Andrés Sanchez, que é deputado federal pelo PT paulista.

    Andrés, aliás, já acreditou em outros momentos que a negociação dos “naming rights” havia sido sacramentada, como em 2014 com a companhia aérea Emirates.

    Lá se vão mais de mil dias da primeira vez que ele mostrou otimismo com a negociação. Em fevereiro de 2012, disse que eram sete empresas interessadas.

    Todo o dinheiro arrecado com os “naming rights” tem de ir para o fundo do estádio para pagar as dívidas do empréstimo com o BNDES, que é de R$ 400 milhões.

    PATROCÍNIO MASTER

    Os últimos detalhes da negociação incluem as contrapartidas que o Corinthians dará à empresa.

    Uma das possibilidades é envolver na transação o patrocínio máster da camisa do time principal.

    O contrato com a Caixa termina em fevereiro e ainda não está claro se o banco continuará como patrocinador.

    PARCERIA NÃO FUNCIONOU

    Há quase dois anos, no início de março de 2013, a Caixa Econômica Federal anunciou a criação de um cartão pré-pago e de crédito em parceria com o Corinthians, mas ele acabou não vingando.

    Nem o clube nem o banco investiram forte no negócio, o que determinou o fracasso do produto, fazendo a empresa desistir do serviço meses depois.

    Para defender que o modelo atual em negociação pode dar mais certo do que o que foi feito anteriormente, as pessoas ligadas ao negócio dizem que atrelar o programa de sócio-torcedor ao restante da operação é a chave do sucesso.

    O produto da Caixa envolvia a tentativa de criação de um programa de milhagem, que os corintianos pudessem trocar por experiências no centro de treinamento Joaquim Grava ou descontos na rede Poderoso Timão, que vende produtos oficiais do clube.

    Não havia, porém, nenhum valor agregado ao cartão que determinasse a escolha dele por parte do torcedor, o que será diferente no caso de se concretizar o negócio que vem sendo conversado.

    OS NÚMEROS DO NEGÓCIO

    R$ 420 milhões – Naming rights

    É o valor mínimo que o Corinthians negocia

    133,9 mil – Sócios-torcedores

    É a quantidade de pessoas fidelizadas atualmente ao programa Fiel Torcedor

    1,2 milhão – Expectativa mínima

    Número de associados que a empresa espera alcançar no programa de sócio-torcedor, chegando a pelo menos 4% de toda a torcida corintiana

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    Comments (5)

    1. Avatar
      Danilo Souza

      ISSO É ROUBADA SAI FORA!

    2. Avatar
      Miltinho Mecenas

      Sou corinthiano de coração, mais pense numa merda que o Corinthians fez, que diretoria incompetente mds

    3. Avatar
      Reinaldo Santos

      Só acredito vendo no papel pura incompetência dessa diretória já são quatro anos k vergonha com essa entidade tão forte chamada Corinthians do meu coração!?????

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      Edson Marçal

      Vamos ls

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      Evandro Damasceno

      Isso n vai sair nunca. Pense num negocio chato jah. Affd

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