Corinthians não é maior campeão nacional, mas é maior campeão brasileiro

    O Corinthians é o maior campeão brasileiro porque, desde 1971, quando foi criado o Campeonato Brasileiro, acaba de vencê-lo pela sétima vez e superou o Flamengo e o São Paulo.

    Não é o maior campeão nacional, porque o Palmeiras foi cinco vezes campeão brasileiro, duas vezes campeão da Taça Brasil, outras duas do Robertão e mais três da Copa do Brasil, somando 12 títulos, contra dez do Corinthians, somadas as três Copas do Brasil do Alvinegro.

    Considerar a Taça Brasil como equivalente ao Campeonato Brasileiro não é só aceitar o revisionismo, por motivos políticos e demagógicos, da CBF.

    É cometer um crime contra o futebol.

    Porque mais importante que ser “bicampeão” brasileiro como o Bahia teria passado a ser com a revisão, é lembrar que, em tempos do Rei Pelé, o Bahia foi o primeiro campeão da Taça, em 1959, assim como o Atlético Mineiro foi o primeiro campeão brasileiro, em 1971.

    Do mesmo modo, maior que ser “tricampeão” brasileiro como seria o Cruzeiro, é registrar a histórica conquista da Taça Brasil de Tostão e companhia em 1966, também contra o Santos de Pelé, com direito à goleada por 6 a 2 no Mineirão.

    Aceitar a unificação dos títulos como fez a CBF em 2010 é agir como a velha União Soviética que, em ridículo revisionismo, tirava até de fotos heróis da Revolução Russa que caíram em desgraça.

    Como disse o jornalista e pesquisador Celso Unzelte, não se discute que Dom Pedro I era o homem mais poderoso do Brasil nos tempos do Império.

    Daí a chamá-lo de presidente do país vai enorme diferença.

    Se bem que, nos tempos que correm, é possível que Michel Temer pense em, por decreto como fez a CBF, passar a chamar o Império de República.

    Será tão ridículo como.

    E não acuse a reflexão de corintiana.

    Porque já era a mesma quando o Flamengo sagrou-se o primeiro hexacampeão brasileiro.

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