Corinthians sofre 3º processo por calote em agente, mas promete acordo

    • Eduardo Anizelli/Folhapress

      Matheus Pereira foi vendido pelo Corinthians em junho de 2016

      Matheus Pereira foi vendido pelo Corinthians em junho de 2016

    O Corinthians voltou a ser cobrado por causa de calotes. A Sociedade Esportiva Vitória, o SEV Hortolândia, que é de propriedade do empresário Marcus Sanchez, acionou o clube alvinegro na Justiça pela terceira vez nos últimos meses. Dessa vez, a parte pede o pagamento de R$ 2,48 milhões.

    O valor está ligado à transferência de Matheus Pereira ao Empoli-ITA. O jogador, que havia sido fatiado durante a gestão de Mário Gobbi, foi negociado pelo Corinthians há um ano. O SEV Hortolândia é dono de 35% dos direitos econômicos.

    Após a venda, o Corinthians reteve toda a quantia paga pelo Empoli pela transferência, embora tivesse somente 5% de direitos econômicos do atleta. O valor total da venda chegou a 2,4 milhões de euros (R$ 8,04 milhões) – a quantia foi parcelada em três pagamentos, o primeiro na ordem de 1 milhão de euros e o segundo no valor de 700 mil euros (o último repasse será feito até dezembro deste ano). 

    “Estamos sabendo desse caso. Duas parcelas já foram pagas. Estamos fazendo um acordo para resolver o valor que ficou pendente. Vamos superar como os outros problemas. Eles que vão ser resolvidos também”, disse Diógenes Mello, advogado do Corinthians, ao UOL Esporte.

    Em abril, a empresa B2F Marketing Esportivo também acionou o Corinthians na Justiça para recebimento de direitos econômicos de Matheus Pereira. Ela tinha direito a 15% do valor da negociação, mas acusa não ter recebido sua fatia da venda.

    Mais dívidas

    O SEV Hortolândia já havia acionado o Corinthians em outras duas oportunidades. No mês passado, o clube foi à Justiça pelo não pagamento na compra do zagueiro Vílson. 

    De acordo com o processo, o Corinthians acordou pagar cinco parcelas de R$ 100 mil pela aquisição de Vílson em definitivo. Entretanto, depois de realizar os dois primeiros pagamentos, em julho e agosto, o clube alvinegro interrompeu o repasse. A dívida original de R$ 300 mil subiu para R$ 322 mil, com juros e correções. 

    O mesmo SEV Hortolândia ingressou com ação contra o Corinthians para cobrar R$ 1,2 milhão pela venda de Petros ao Betis-ESP. O Corinthians também deveria ter feito o repasse de direitos econômicos do jogador.

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