Corinthians - Camisa BMG

    Corinthians ‘vira banco’ com BMG e promete reforços a cada 200 mil clientes

    O Corinthians pretende fazer da parceria com o BMG uma fonte de receitas inédita para clubes de futebol. O acordo de patrocínio com o banco vale por cinco anos e prevê participação nos lucros de um aplicativo a ser lançado em breve. Na prática o clube fica com metade do lucro do serviço, por isso conclama a torcida a aderir aos produtos. A empolgação é tamanha que o presidente Andrés Sanchez promete “uma surpresa” a cada 200 mil contas abertas.

    “Cada conta que [o torcedor] abrir, cada serviço que usar, o Corinthians tem participação de 50% nos lucros. Então quem define o tamanho do patrocínio é o corintiano”, resume o dirigente, que vê neste acordo o futuro dos contratos de patrocínio. “Tudo na vida está mudando. Hoje as grandes empresas não querem mais um outdoor. Se fosse assim, era mais fácil investir R$ 20 milhões ou R$ 30 milhões na televisão. Hoje entendemos que este é o futuro, uma divisão de lucros em uma plataforma de negócios.”

    Os detalhes sobre a parceria foram dados em entrevista coletiva nesta terça-feira (22), quando Andrés Sanchez esteve acompanhado do diretor de marketing corintiano, Luis Paulo Rosenberg, e dois representantes do banco BMG. Por três vezes o presidente alvinegro prometeu um reforço de peso a cada 200 mil contas abertas no aplicativo “Meu Corinthians BMG”, que será lançado em fevereiro.

    “O Corinthians está virando banco”, diz Rosenberg. “Foi criada uma plataforma digital, o que é equivalente a um banco virtual, e o Corinthians tem direito a metade dos lucros. Nós fizemos várias simulações, é claro, mas o que melhor dá dimensão da crença do banco é o valor adiantado, de R$ 30 milhões. Este número pode chegar a R$ 40 milhões, a R$ 50 milhões”, projeta o diretor corintiano.

    “Tudo o que for feito neste aplicativo será compartilhado entre o banco e o Corinthians”, explica Ricardo Guimarães, acionista do BMG. “São diversos produtos: conta digital, poupança, CDB, cartão de crédito… O acordo é bom para o banco, que aumenta sua base de clientes; para o Corinthians, que aumenta sua receita; e para o torcedor, que ajuda a construir o time.”

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