Danilo decide mais uma vez e Timão assume a ponta na Libertadores

    O Corinthians passou o jogo todo praticamente sem dar chances ao Cruz Azul nesta quarta-feira, mas o sofrimento que a Fiel tanto exalta não poderia ficar ausente. Embora tenha sido amplamente superior e terminado a partida com um homem a mais, o Alvinegro bateu os mexicanos pelo placar mínimo, 1 a 0, graças a mais um gol decisivo de Danilo no Pacaembu e com direito a uma bola na trave de Julio Cesar aos 43 do segundo tempo.

    O resultado coloca os brasileiros na liderança do Grupo 6 da Copa Libertadores, com oito pontos contra sete do próprio Cruz Azul. O paraguaio Nacional, que está em terceiro lugar, com três, ainda joga por esta quarta rodada, quarta que vem, como visitante contra o lanterna Deportivo Táchira, que soma apenas um ponto.

    O Timão fará mais dois jogos pela fase de grupos do torneio continental: diante do Nacional, dia 11 de abril, no Paraguai, e contra o venezuelano Deportivo Táchira, sete dias depois, em casa. O foco agora volta a ser o Campeonato Paulista, posto que o adversário de domingo, novamente no Pacaembu, é o rival Palmeiras.

    Alex comanda, Danilo decide

    O discurso adotado por Tite antes da partida contagiou os jogadores do Corinthians. O técnico, que queria clima de decisão e marcação forte na saída de bola dos mexicanos, foi atendido e viu seus comandados pedindo a participação da torcida e brigando por cada jogada como se o jogo valesse troféu.

    Os comentários do comandante sobre o meia Alex também se mostraram verdadeiros. Tite avisou que a má fase do camisa 12, que chegou a ser vaiado em duelo contra o Catanduvense, pelo Paulistão, já fazia parte do passado. O jogador comprovou a tese do chefe dentro de campo, buscou o jogo a todo momento e conduziu o Alvinegro ao ataque, sendo o grande destaque do primeiro tempo.

    Aos oito minutos, foi de Alex o chute de fora da área que deu trabalho ao goleiro Corona. Aos 16, ele apareceu novamente ao se livrar de três marcadores na base da vontade antes de rolar para Liedson disparar mais um tiro de longe e quase acertar o ângulo esquerdo do rival.

    O Timão fez 30 minutos primorosos, nos quais a única dificuldade era invadir a área adversária com a bola no chão. A instabilidade temida por todos até apareceu e cedeu ao Cruz Azul sua primeira e única chance, que calou o Pacaembu nos segundos seguintes ao chute do ex-gremista Perea, que passou a poucos centímetros da trave.

    Os donos da casa precisavam de alguém para decidir. Ninguém melhor do que Danilo, que aproveitou falta cobrada por Alex aos 35 minutos para testar firme no canto direito de Corona e incendiar as arquibancadas do Estádio Municipal.

    Sheik entra e incendeia o jogo, mas mexicanos pressionam no fim

    O Cruz Azul, que gastou o máximo de tempo que podia antes de ser vazado, voltou do intervalo mais ofensivo: o meia brasileiro Maranhão entrou na vaga do volante Castro, mas o Corinthians continuou sufocando. Antes dos cinco minutos, Fábio Santos e Paulinho já haviam dado trabalho a Corona após jogadas de Danilo. Aos seis, o lateral esquerdo teve sua melhor chance ao receber de Alex, mas o arqueiro novamente foi bem em lance cara a cara.

    Enrique Meza esperou até os 20 minutos para substituir o experiente e inoperante Omar Bravo por Villa, em uma troca simples de atacantes que foi rapidamente ofuscada por gritos da Fiel: Emerson Sheik saiu do banco aos 23 para ganhar a vaga do aplaudido Liedson – agora há 11 jogos sem gol.

    O camisa 11 botou fogo no jogo. Logo em sua primeira jogada, arrancou e foi derrubado por Pinto, que já tinha cartão amarelo e foi expulso. Aos 30, o atacante levantou a torcida com um drible desconcertante na entrada da área em lance que Paulinho quase concluiu a gol. Dois minutos depois, chutou cruzado e viu Corona fazer grande defesa.

    A grande atuação do Sheik não rendeu um gol – só um cartão amarelo -, mas ajudou o Timão a segurar a bola no campo de ataque e manter a torcida acesa até o final. Tite ainda trocou Alex, também aplaudido, por Elton antes de comemorar a vitória e a ponta, que poderia ter voltado ao lado mexicano se o chute cruzado de Cortés, aos 43 minutos, não carimbasse a trave esquerda de Julio Cesar.

    Reportagem: Gazeta Esportiva

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