“Era uma trave, não uma pilastra”, diz Ramon sobre gol de braço de Jô

    Dois dias após o polêmico gol de braço marcado por Jô, que deu a vitória ao Corinthians por 1 a 0 sobre o Vasco, o lateral esquerdo Ramon, que participou diretamente do lance, ainda comenta sobre o fato. O jogador questionou o argumento dado pelo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Coronel Marinho, de que seria necessário um raio-x para que o árbitro adicional Eduardo Valadão (GO) enxergasse a infração.

    “O vigia estava a um metro. Falaram que tinha que ter visão raio-x, mas era uma trave, não uma pilastra”, ironizou.

    Logo após o gol, Ramon perguntou ainda durante a partida para Jô se o atacante havia utilizado o braço. O corintiano, no momento, gesticulou que jogou seu peito sobre a bola. Nesta terça, porém, ele admitiu que cometeu a infração. O lateral esquerdo, porém, não quis crucificar seu companheiro de profissão.

    “Não vim aqui para executar o Jô. Quem sou eu para julgar alguém? Mas eu estava perto e vi toda a jogada. O Jô não tem que chegar e falar que não foi gol. Imagina se faço isso aqui em São Januário. Responsabilidade é do árbitro. Perguntei para o Jô se tocou na mão, e ele fez aquele movimento de que havia tocado no peito. Foi um lance muito rápido. Em seguida o Carille me perguntou se bateu na mão, e eu disse que sim. Ele fez de cara de negativo, também estava em dúvida”, disse.

    Ramon tem a esperança de que a implementação dos árbitros de vídeo minimizem os erros dos homens do apito.

    “São erros que acontecem, mas têm que ser revistos. O árbitro de vídeo vai entrar agora para que as coisas sejam mais justas”, declarou.
     

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