Firmeza defensiva e volta do pivô: como o Corinthians quer vencer o Bragantino

    A derrota do Corinthians por 3 a 2 no primeiro jogo das quartas de final do Paulistão, contra o Bragantino, fará com que o técnico Fábio Carille mude o jeito de jogar de sua equipe nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), no jogo de volta, em Itaquera.

    Levar três gols foi uma afronta ao treinador, tão empenhado no aspecto defensivo. O Corinthians não sofria três gols num mesmo jogo válido por torneio oficial desde novembro, nos 3 a 0 aplicados pelo Flamengo no jogo da ressaca do título brasileiro, num time recheado de reservas.

    Preocupado com a proteção do menino Mantuan, o substituto de Fagner, que errou em dois gols no primeiro jogo, o técnico colocará o experiente Ralf para dobrar a marcação no seu setor.

    A entrada do volante de 33 anos na vaga de Gabriel se dá também pela estatura, já que Ralf é 12 centímetros mais alto. A ideia é evitar ao máximo os cruzamentos, ponto forte do time de Marcelo Veiga. Dos três gols sofridos no jogo, dois foram após bolas levantadas dentro da área.

     No aspecto ofensivo, a mudança do esquema 4-2-4 para o 4-2-3-1 se dá, primeiramente, pela ausência de Jadson. O esquema funciona bem quando os meias centralizados são Jadson e Rodriguinho, mas esmorece sem um deles. E Jadson não jogará pela quarta vez seguida, pois se recupera de contratura no músculo anterior da coxa direita.

    Substituto do camisa 10 nos últimos jogos, Emerson Sheik até quebrou o galho em alguns momentos, mas não cumpriu a mesma função. Com uma longa sequência de jogos, deu sinais de cansaço. Romero, com dificuldades para fazer gols, saiu por critério técnico.

    No lugar dessas duas peças, Fábio Carille apostou primeiro num jogador que vinha pedindo passagem: Mateus Vital, que vem entrando bem em todas as oportunidades que tem. E em Júnior Dutra, único que tem 100% de confiança dele para exercer a função de centroavante numa decisão, já que Kazim vem sem prestígio e o jovem Matheus Matias estará pela primeira vez ao banco de reservas do Corinthians.

    A necessidade de jogar com um centroavante e mudar o esquema, aliás, foi amplificada na entrevista de Rodriguinho no programa “Bem, Amigos!” da última segunda-feira.

    – Tenho de receber (a bola) muito mais de costas e, quando consigo girar, não tenho ninguém à frente, só dois dos lados. Tenho que tocar do lado e correr para a área ainda. Antigamente, tinha um pivô. Toco nele e vou de encontro para finalizar ou tabelar. Na minha humilde opinião, o Carille é quem sabe, isso causa uma certa dificuldade para mim – destacou.

    Como Dutra não é um pivô fixo, a tendência é que saia bastante da área e busque a tabela com quem vem de trás. Com Kazim, que tem mais presença física, a busca talvez fosse por mais cruzamentos. A conclusão, portanto, é que o time colocará a bola no chão nos 90 minutos.

    – Um jogo de paciência, de troca de passes, a torcida vai ser importante. Não podemos deixar aquele jogo moroso. Temos que ir para cima deles – destacou o volante Maycon.

    Preparado para entrar no segundo tempo, Pedrinho deve ser opção pelo lado direito. O banco ainda contará com nomes como Emerson Sheik, Danilo, Lucca e Matheus Matias.

    Para se classificar para as semifinais, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença. Se vencer por apenas um, levará a decisão para os pênaltis.

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