Guerrero, Sheik e Elias. As referências viraram problema para Tite

    No início do ano, Guerrero era candidato a um dos melhores atacantes do país para a temporada e ídolo indiscutível para os corintianos. Elias tinha recuperado seu bom futebol e garantido um lugar na seleção. E Sheik fez as pazes após o período de turbulência e passou a ser novamente xodó dos corintianos.

    Uma eliminação para o Palmeiras, outra para o Guarani do Paraguai e tudo isso foi por água abaixo. Os três, hoje, pressionam mais Tite do que ajudam.

    A começar por Paolo Guerrero. Com contrato terminando em 15 de julho, o peruano não vai ficar no Corinthians. Para complicar, sua produção caiu e ele passou a perder gols que normalmente não perderia, a exemplo do que aconteceu no último domingo no empate por 0 a 0 com o Fluminense.

    Seu nome já não é mais unanimidade, alguns corintianos, especialmente os de organizadas, já o chamam de mercenário, e Andrés Sanchez, homem forte na diretoria alvinegra, já avisou que por ele poderia até ver o camisa 9 no Palmeiras, muito embora o peruano diga que isso é impossível.

    Emerson Sheik, seu companheiro de ataque, entra na memória pela atuação memorável na reta final da conquista da Libertadores. Agora, também não terá seu contrato renovado e já experimenta o banco de reservas. Nem mesmo as sete partidas ele vai completar para poder se transferir para outro time brasileiro.

    Por fim, Elias teve o nome envolvido em uma negociação com o Flamengo, a pedido de Vanderlei Luxemburgo. No domingo, ficou no banco de reservas e ouviu uma justificativa misteriosa de Tite. “Foi por parte técnica”, iniciou, “mas vocês saberão mais coisas mais para frente”, finalizou.

    O comandante já se vê pressionado. Nem tanto pela posição na tabela – o Corinthians ainda não perdeu no Brasileirão -, mas pelo desempenho em campo. No domingo (24), no Maracanã, chegou a ter 65% da posse de bola e finalizou apenas uma vez. O treinador já mostra sinais de irritação.

    “As pessoas acham que o técnico tem superpoderes. É bom o torcedor compreender que há uma hierarquia. Acima de mim existe um executivo de futebol, diretores de futebol e o presidente. O que for melhor para o Corinthians, o técnico se ajusta. Não é o técnico quem determina. Vamos definir o ciclo, último jogo…vamos conversar. A partir do momento que a direção der um parecer técnico vamos passar para vocês”.

    O Corinthians enfrenta o Palmeiras no próximo domingo, em sua própria arena, em busca de uma vingança tardia pela eliminação no pênalti no Pauslita.

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