Há cinco anos, Corinthians vencia Chelsea e alcançava topo do mundo

    Cinco anos passam voando. Afinal, que corinthiano não se lembra com detalhes o dia 16 de dezembro de 2012? Naquela manhã de domingo, o Corinthians desafiava o impossível e pintava o mundo de preto e branco ao derrotar o Chelsea (ING), por 1 a 0, com gol de cabeça de Paolo Guerrero, na final do Mundial de Clubes da FIFA, em 2012, no Yokohama Stadium, em Yokohama, no Japão.

    O Alvinegro chegou àquele jogo como franco atirador. Afinal, o adversário era o bilionário time inglês que contava com estrelas internacionais como David Luiz, Oscar, Fernando Torres e Eden Hazard, destaque da equipe e da seleção belga. Enquanto os “blues” passaram com tranquilidade a semifinal diante do Monterrey (MEX) – vitória por 3 a 1 –, o Timão sofreu para derrotar os egípcios do Al-Ahly (Guerrero, de cabeça, marcou o gol da classificação).

    Se o favoritismo jogava ao lado dos europeus, a torcida empurrava o Corinthians do outro lado. A Fiel invadiu o Japão e transformou as arquibancadas do Yokohama Stadium no saudoso Pacaembu, com uma festa que começou muitas horas antes da decisão, ainda na porta do estádio.

    Tite, que escalou Douglas como armador da equipe no primeiro jogo, decidiu mexer nos titulares. Assim, o Corinthians iniciou o duelo com Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Danilo, Emerson Sheik e Jorge Henrique (substituto de Douglas); Guerrero.

    O Coringão começou aquele duelo com certo nervosismo, mas os minutos iniciais também serviram para mostrar que Cássio se transformaria no herói da noite. Após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área, Cahill encheu o pé e o camisa 12 impediu que os ingleses abrissem o placar com uma defesa milagrosa.

    Se soltando aos poucos, o Corinthians viu Cássio realizar novo milagre em chute colocado de Moses. A resposta veio em chutes de Guerrero e Sheik. Com Danilo desfilando qualidade e tranquilidade em campo, seus companheiros mais à vontade no jogo também começaram a arriscar algumas jogadas, equilibrando a partida.

    Na segunda etapa, com defesa sólida que fez com que Cássio tivesse menos aparições, o Alvinegro passou a ser uma equipe perigosa ao Chelsea, envolvendo o clube londrino em troca de passes.

    Até que aos 23 minutos, uma destas tramas fez o estádio explodir. De Alessandro para Chicão, do zagueiro a Paulinho, que de letra tocou e recebeu de volta de Jorge Henrique. Da arrancada do camisa 8 a Danilo, que, com a frieza habitual, limpou dois marcadores antes de chutar. A finalização bloqueada fez a bola subir e se oferecer para Guerrero. O peruano não perdoou, cabeceou e frente a três defensores em cima da linha, encontrou uma brecha para estufar as redes.

    Os intermináveis minutos até o apito final ainda reservavam mais surpresas para o coração corinthiano. Pressão do Chelsea, novo milagre do gigante Cássio no final da partida, gol bem anulado dos ingleses nos acréscimos e um segundo de tirar o fôlego no último lance do duelo, quando Torres acertou a trave.

    Apito final. Fim de jogo. Pela segunda vez em sua história, o Corinthians subia ao ponto mais alto no mundo do futebol. Festa de Yokohama ao Parque São Jorge e a confirmação de que em 2012, ninguém era melhor que o Alvinegro.

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