Jô fala em credibilidade corintiana, mas avisa: “margem de erro já acabou”

    • Aalan Morici/Framephoto/Estadão Conteúdo

    O Corinthians alcançou três jogos sem vitória na temporada ao empatar em 1 a 1 com o Racing (ARG), na abertura das oitavas de final da Copa Sul-Americana, e trata-se de uma marca inédita sob o comando de Fábio Carille. Apesar do momento de instabilidade, o atacante Jô bateu o pé em entrevista coletiva nesta terça-feira: o Timão continua jogando bem. Só falta voltar a vencer.

    – Temos uma vantagem considerável, o que dá tranquilidade em uma situação assim. Não classifico nossa fase como falta de rendimento, são falta de vitórias. Quem analisa bem o futebol, conhece, sabe que nosso time está jogando bem. A diferença é que os resultados não está vindo. Nosso comandante pode falar melhor, ele nos elogia por estar jogando bem. Quando você segue com um bom trabalho, a volta de resultados é questão de tempo. Temos que reconhecer que a fase não está boa em aspecto de vitória e retomar – argumentou o atacante, que é um dos líderes do elenco e ainda completou.

    – A gente se alegra porque construiu isso, um primeiro semestre bom, que nos dá uma credibilidade de ainda, com toda a dificuldade, as equipes se preparando melhor para nos enfrentar, ter o conforto de sete pontos. Isso não faz o desespero ser maior. Temos ciência, cada um tem sua parcela de culpa, mas a cabeça ainda está muito tranquila, muitos times queriam estar no nosso lugar.

    Jô usou o termo “alertinha” para avisar que a falta de vitórias nos últimos jogos é algo que tem incomodado o grupo de jogadores mesmo com a vantagem de sete pontos para cima do Grêmio, que é vice-líder do Brasileirão, e a possibilidade de alcançar um resultado satisfatório na volta das oitavas de final da Sul-Americana, contra o Racing, na Argentina. O camisa 7 acha que é hora de mudar o disco antes de a ameaça aumentar.

    – Realmente o primeiro turno foi fora do normal da realidade dos últimos anos. Uma equipe passar invicta é digna de parabéns, foi fantástico. Mas sabemos que o futebol brasileiro não é assim. Na Europa é normal disparar, mas aqui não tem, porque tem muito time bom. Olha o Avaí, que não fez um primeiro turno muito bom, e está excelente no segundo. Estamos tão próximos do título que não podemos vacilar. Margem de erro já acabou, já foi. Temos essa consciência. Se conseguimos essa vantagem é porque podemos. Então é ligar esse alertinha, se bobear diminui a vantagem, outras equipes como Grêmio, Santos, Palmeiras, Flamengo… Brasileiro sempre será disputado.

    “RECADO” EM FAIXA NÃO INCOMODA

    Uma faixa com os dizeres “voltem a jogar como a quarta força” foi exibida nas arquibancadas da Arena Corinthians durante o jogo contra o Racing. Jô acredita que a equipe está empenhada para voltar a vencer, mas admitiu que entende o momento de contestações que o Timão vive na temporada.

    – Eu não vi, você está me falando agora. Difícil analisar o que esse torcedor quis passar para a gente. Como eu falei, entramos todo jogo para ganhar, não para perder ou sacanear. Nosso objetivo é vencer. Os resultados não estão vindo, mas não é falta de entrega, de empenho. Talvez ele quer que a gente volte a ganhar, como quando era tachado de quarta força e reagia. Se no próximo jogo a gente ganhar talvez ele mude de ideia. É questão de opinião, todos os dias queremos o melhor para o Corinthians – disse, antes de completar.

    – Gera dúvidas em qualquer ser humano se você faz um primeiro turno como fez, até vocês da imprensa ainda colocam algo em dúvida, porque fizemos um turno fantástico. O torcedor fica naquelas de “será que vai dar?”. Mas aqui dentro sabemos o quanto estamos trabalhando e o quanto é importante o próximo jogo. Voltar a ganhar, independente do resultado, é o mais importante. A vitória te dá confiança. Quase 100% do torcedor está confiando na gente, temos um ano maravilhoso e que tem tudo para acabar bem. É um momento de instabilidade, mas que ainda vai voltar a ser o que era. Em momentos ruins do começo do ano a torcida nos apoiou, agora gera uma dúvida, mas está tudo bem, ainda dentro do controle.

    Veja Também