Maycon lembra comemoração polêmica de ídolo do São Paulo para defender Gabriel

    Maycon, que já foi confundido com Gabriel pelo árbitro Thiago Duarte Peixoto, no primeiro clássico contra o Palmeiras do ano, saiu em defesa do seu parceiro na contenção do meio-campo do Corinthians, na manhã desta quarta-feira. Ele não se conforma com o fato de o amigo correr o risco de pegar até seis jogos de suspensão por ter comemorado um gol sobre o São Paulo com um gesto obsceno.

    “Não justifica o que ele fez. Mas o que o Maicon fez, imitar uma galinha, justifica, né? Não teve punição nenhuma ali. Ele falou que era a comemoração dele, e tudo bem”, recordou Maycon, sobre uma antiga celebração do seu quase xará, hoje zagueiro do Galatasaray, da Turquia.

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    No primeiro turno do Campeonato Paulista, Maicon marcou o gol do São Paulo em outro empate por 1 a 1 com o Corinthians, também no Morumbi, e simulou o bater asas de uma galinha. O animal é pejorativamente usado pelos rivais como apelido dos torcedores corintianos – referência à Gaviões da Fiel, principal organizada do clube.

    Um semestre depois, a provocação mudou de lado. Substituído por Clayson no segundo tempo do último Majestoso, o volante Gabriel não se conteve quando o meia-atacante anotou para o Corinthians no 1 a 1 do returno do Campeonato Brasileiro. Virou-se para as arquibancadas do Morumbi e, com a língua de fora, segurou o seu órgão genital. Após a partida, pediu desculpas publicamente.

    “O Gabriel é um garoto bom. Sabe que fez algo errado e já pediu desculpas para a torcida do São Paulo. Só que muitas outras coisas acontecem e não são levadas a julgamento. Não dá para entender”, lamentou Maycon, citando o ataque ao ônibus do Corinthians na chegada ao Morumbi – um pedaço de madeira quebrou o para-brisa do veículo – como exemplo. “O nosso ônibus foi apedrejado e ninguém comentou nada. Isso passou despercebido”, chiou.

    Denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – “provocar o árbitro durante a partida” –, Gabriel enfrenta a possibilidade de pegar de dois a seis jogos de gancho como punição. No Corinthians, os seus principais reservas são Paulo Roberto e Camacho.

    “Temos jogadores à altura para substituir. Estamos brigando para o Gabriel não pegar nada. Ele já sofreu com o que aconteceu e está bem tranquilo”, disse Maycon, concordando que o Corinthians precisa controlar os nervos nas próximas rodadas. “A nossa equipe não está acostumada a esse tipo de confusão. Na Argentina, contra o Racing, acabamos nos revoltando com os erros de arbitragem. Mas vamos nos concentrar em jogar futebol e não deixar o resto interferir no nosso trabalho.”

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