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    Muito mais que um centroavante: a importância de Jô para o Timão

    O torcedor do Corinthians passou por uma montanha russa de sensações em 2020. O alvinegro começou o ano no topo graças a enorme expectativa da chegada de Tiago Nunes, mas logo desabou ao ser eliminado na fase de pré-Libertadores para o Guaraní, do Paraguai. O time aos poucos se recuperou e subiu novamente, chegando à grande decisão do Campeonato Paulista, porém a derrota para o rival marcou o início do que ficaria registrado como uma verdadeira queda livre.

    Pois o pior ainda estava por vir. Pouco tempo depois, o Timão foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil, para o América Mineiro, e também passou algumas rodadas na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

    Um ano para se esquecer? Muito pelo contrário. Agora, mais do que nunca, é preciso analisar as dificuldades da temporada passada e aprender com todos os erros que também deixaram escapar uma vaga na Libertadores da América. Apesar do vacilo de ficar de fora da competição sul-americana mais importante de futebol, o Timão também superou inúmeros desafios e conseguiu se reestruturar após a chegada do técnico Vagner Mancini.

    Com o momento de reflexão de lado, chegou a hora de colocar em ação os planos para voltar a brigar por títulos em 2021. Fazendo um bom uso da expressão esportiva, o Corinthians deu o pontapé inicial na temporada com um 0 a 0 em um jogo morno contra o Red Bull Bragantino, é verdade, mas se recuperou na rodada seguinte do Campeonato Paulista ao buscar um empate contra o Palmeiras.

    A equipe adversária começou melhor e abriu dois gols de diferença logo no primeiro tempo, mas acabou parando na estratégia corintiana diante da forte chuva que caiu em Itaquera. O Corinthians soube utilizar muito bem as circunstâncias a seu favor e se aproveitou do campo pesado para marcar dois gols. Com muita inteligência, o Timão usou e abusou das debilidades defensivas do rival e também viu Jô desiquilibrar e ter um papel fundamental no resultado final da partida.

    Neo Química Arena
    Foto: Marco Galvão/Fotoarena

    O fator Jô

    Único centroavante de referência no time, o jogador foi fundamental para o Corinthians no derby paulista. Com o gramado pesado e um estilo brigador, o camisa 77 participou da jogada do primeiro gol e deu muito trabalho com as bolas alçadas na área do rival.

    Ficou só faltando mesmo o gol.  Mas ele não demorou nem mais um jogo para sair. Na rodada seguinte do Paulistão, diante da Ponte Preta, Jô foi novamente decisivo. Dessa vez, ele saiu do banco de reservas e precisou de apenas 45 minutos para balançar as redes que decretou seu primeiro tento no ano e também a primeira vitória para o Corinthians na competição.

    Artilheiro do time em 2020

    Desde sua volta ao Corinthians, Jô passou por inúmeras dificuldades. Agora com 33 anos de idade, o centroavante sofreu para se adaptar novamente ao estilo de jogo do Brasil e também sofreu algumas lesões que o afastaram dos gramados por longos períodos.

    Mesmo assim, o jogador acabou sendo fundamental para o time e fechou o ano de 2020 como o artilheiro do Corinthians na temporada. Foram 6 gols marcados no Campeonato Brasileiro e outros 2 ainda no Paulistão, logo após ao seu retorno.

    História e liderança no vestiário

    Graças a sua experiência e a seus feitos históricos no Corinthians, Jô também tem um papel fundamental de liderança. Revelado nos campos do terrão do Parque São Jorge, o atacante estreou no time profissional em 2003 e, aos 16 anos, marcou seu primeiro gol com a camisa do Timão na vitória por 3 a 1 contra o Internacional. Graças a esse tento, o camisa 77 detém o recorde de ser o atleta mais novo a balançar as redes vestindo as cores do Corinthians.

    Já no ano de 2017, Jô realizou outra grande façanha. Após uma campanha histórica, que culminou com o título do Campeonato Brasileiro, o centroavante fez 18 gols e se tornou o primeiro jogador do Corinthians a terminar como artilheiro da competição.

    Todos esses feitos influenciam e incentivam a garotada que, ano após ano, vem sendo cada vez mais utilizada pela equipe principal. Um exemplo que, mesmo quando não entra em campo, está presente na história do clube.

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