No Rio, Timão inicia luta por vaga na semifinal da Libertadores

    Cinco meses depois de encabeçarem a disputa pelo título brasileiro do ano passado até a última rodada, o campeão Corinthians e o vice Vasco voltam a se enfrentar às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, mas agora pela ida das quartas de final da Copa Libertadores, em São Januário.

    Vindo de vitória sobre o equatoriano Emelec, o time paulista chega forte por ter feito a segunda melhor campanha da fase de grupos – atrás somente do Fluminense – e ser o único invicto do torneio sul-americano. Já a equipe carioca, apesar fechar sua chave na segunda colocação, ganhou moral ao passar das oitavas eliminando o argentino Lanús nos pênaltis, fora de casa.

    “É um grande jogo, pela qualidade das equipes e pelo tempo que estão juntas. São o campeão e o vice do ano passado, com qualidade técnica individual, mas com respeito. Vamos ter dois grandes jogos (a partida de volta está marcada para quarta-feira que vem, em São Paulo)”, disse o técnico Tite, que fará duas alterações na formação titular em relação à semana passada, no Pacaembu.

    O volante Edenílson, que vinha sendo improvisado na direita, sofreu fratura no pé esquerdo e devolve a posição ao lateral de ofício Alessandro. Na frente, o atacante Willian deixa o time para o retorno de Jorge Henrique, que havia cumprido suspensão por cartão vermelho.

    As opções do banco corintiano no Rio de Janeiro também não serão as mesmas, pois o treinador optou por não levar Julio Cesar e Liedson. O goleiro agora fará rodízio com Danilo Fernandes na condição de reserva de Cássio, e o camisa 9 mais uma vez ficou fora da lista de relacionados para aprimorar a condição física, precária desde a temporada passada, quando sofreu com dores recorrentes no joelho esquerdo.

    No Vasco, quando o assunto é Libertadores, há mais motivos para se animar. Essa será a quarta vez que o time carioca terá um brasileiro pela frente em mata-matas da competição. Em 1998, quando foi campeão, eliminou Cruzeiro e Grêmio. Porém, no ano seguinte, caiu para o Palmeiras. Já o Corinthians tem retrospecto ruim em duelos caseiros. Das oito eliminações na história, metade foi para clubes do Brasil – Grêmio (nas quartas de final de 1996), Palmeiras (nas quartas de 1999 e na semifinal de 2000) e Flamengo (nas oitavas de 2010). Ao Timão resta se inspirar em 2000, ocasião em que conquistou o Mundial de Clubes derrotando o Vasco na grande final, nos pênaltis.

    Se a história é rica de duelos que podem servir de inspiração para os dois lados, Cristóvão Borges, técnico do Vasco, prefere se preocupar com o presente.

    “Como todo confronto com brasileiros, nossa expectativa é a de um duelo muito equilibrado, e logicamente a defesa do Corinthians é um obstáculo a ser superado, pois tem conseguido um excelente aproveitamento. Mas o time deles todo é bom e não podemos também vacilar diante dos meias e dos atacantes. Trata-se de um time equilibrado em seus setores e que merece nosso respeito. Mas temos as nossas qualidades e vamos trabalhar para que elas possam sobressair e nos conseguir ajudar na luta pela classificação”, avaliou.

    Quanto à escalação, ainda sem contar com o zagueiro Dedé, com edema na coxa esquerda, o comandante vascaíno vai manter a base que eliminou o Lanús na disputa por pênaltis.

    Reportagem: Gazeta Esportiva

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