Fox Sports - 18 de maio de 2017 às 20:55

O diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto, assegurou na tarde desta quinta-feira que o Corinthians vai começar a pagar as dívidas que incorreram em processos trabalhistas envolvendo o clube nos últimos dias. Sem especificar todos os débitos a serem acertados, ele só citou nominalmente os R$ 1,2 mi a serem pagos pela aquisição do centroavante Kazim, que devem chegar ao Coxa a partir de sexta-feira.

“Parte dessas dívidas começam a ser pagas amanhã (sexta), uma série de outras também serão colocadas resolvendo os problemas, ao menos parcialmente”, afirmou o diretor corintiano em meio à entrevista coletiva de apresentação do atacante Clayson, primeiro reforço confirmado pelo clube após a conquista do Campeonato Paulista. Para ele, o departamento financeiro será plenamente capaz de resolver os problemas.

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O clube foi notificado diversas vezes pelo SEV Hortolândia (Vilson), pelo Penapolense (Marlone) e pelo Coritiba (Kazim), mas não deu respostas satisfatórias a nem um dos três. Nas palavras de fontes ouvidas, o Timão praticamente não deu importância às respectivas cobranças.

O menor dos valores é do Hortolândia, já que Vilson foi adquirido no meio do ano passado por cerca de R$ 500 mil. Após pagar a primeira e a segunda parcela, o Timão não completou o valor devido desde agosto de 2016. No caso de Marlone, o montante é de R$ 1,7 milhão, referente aos 50% dos seus direitos econômicos. O Penapolense, que ajudou na engenharia financeira para adquirir o atleta junto ao Sport, a pedido do então técnico Tite, espera o pagamento há quase um ano.

“Com a tranquilidade que eu tenho tido nesses últimos sete meses, com a colaboração do setor financeiro, vamos chegar a uma solução. O (Emerson) Piovesan disse que resolverá esse problema. E não é por essas questões que vamos deixar de resolver o restante dos problemas”, avaliou, valorizando o fato de que, mesmo com os processos, o time não atrasa mais os salários do elenco.

“Mas, o que eu considero mais importante: enquanto a gente vê clubes devendo salários, aqui a gente está estritamente em dia. Pagamos antes do vencimento no mês passado, não havia nem vencido o mês. Dentro desse aspecto, não temos nenhuma razão que impeça os jogadores de viverem e produzirem o seu melhor”, concluiu Adauto.