Pela liderança do grupo, Timão encara o Cruz Azul no México

    Na semana em que desistiu definitivamente de recuperar Adriano, o Corinthians vai começar a disputa direta pela liderança do Grupo 6 da Copa Libertadores. Nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), os comandados de Tite precisarão mostrar a determinação que faltou ao Imperador diante do Cruz Azul, no México. Na semana que vem, o palco será o Pacaembu.

    Diretoria e comissão técnica sempre fizeram esforço para que a luta pelo sucesso do camisa 10 não desmotivasse os atletas menos famosos do elenco, mas jogou a toalha depois de novo retrocesso do jogador na guerra contra a balança na semana passada. Agora, a ideia é que o assunto Adriano fique no passado, tanto que o grupo estava treinando no CT do América do México quando a saída dele virou notícia no Brasil.

    O “merecimento” que Tite tanto cita em suas entrevistas valerá mais do que nunca na batalha por uma vaga entre os 11 titulares. Um bom exemplo é o volante Edenílson, que agradou ao atuar improvisado como lateral direito na semana passada e será mantido na vaga do contundido Alessandro mesmo com Welder, antes reserva imediato do camisa 2, liberado pelos médicos.

    “Todos sabem como é difícil jogar uma Libertadores e estão cientes da responsabilidade. Esses dois jogos serão fundamentais para a gente, porque vão definir quem vai ser o primeiro do grupo. O Cruz Azul é o nosso concorrente direto”, analisou o meia Danilo, ciente de que mexicanos e brasileiros já polarizam a disputa pelo topo da chave.

    O Cruz Azul, por enquanto, leva vantagem por ter vencido o paraguaio Nacional por 2 a 1 fora de casa e goleado o venezuelano Deportivo Táchira por 4 a 0 como mandante. O Timão, por sua vez, ostenta campanha mais tímida – ficou no 1 a 1 na Venezuela e bateu o Nacional por 2 a 0 no Pacaembu -, mas não encara um possível empate como um mau resultado.

    “Como vencemos o jogo passado, um empate não seria uma tragédia, até porque estamos fora de casa”, analisou o goleiro Julio Cesar, que mais uma vez terá à sua frente a dupla de zaga composta por Chicão e Leandro Castán, únicos beques inscritos na competição que não estão no departamento médico – Paulo André volta em 15 dias e Wallace dificilmente voltará a ser aproveitado no primeiro semestre.

    Além da altitude de 2.400 metros, eles vão encarar um setor ofensivo comandado pelo goleador Javier Orozco, autor de três gols nesta edição da Libertadores, e reforçado por Maranhão – chamado de Meirelles no México -, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Bahia. O experiente Omar Bravo, de 32 anos e inúmeras passagens pela seleção, deve ser opção de banco.

    Derrotado por 2 a 1 pelo Chivas no fim de semana, o Cruz Azul faz campanha irregular no Torneio Clausura, com 14 pontos em dez partidas, na nona posição.

    Reportagem: Gazeta Esportiva

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