Promessa é dívida: eu nunca te abandonei, Corinthians

    Dez anos se passaram…

    Foi um 02 de dezembro estranho. Logo ao amanhecer, a sensação era de luto, mas no coração preto e branco ainda reinava a luta para que o dia terminasse em alívio. O dia passou, minuto a minuto. E a cada giro do relógio, a sensação era de que mais uma vez era o jogo da nossas vidas. De fato era. Mas foi um fim de tarde triste, dolorido, daqueles que para muitos deveria ser esquecido, mas não para nós.


    Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Superamos anos sem títulos, superamos muitos e muitos anos no aguardo do nosso primeiro título nacional, não seria mais essa pancada da vida que abalaria aqueles que se abraçam e se unem na dificuldade, aqueles que mundo afora são conhecidos por Fiel.

    Em alto e bom som, o grito de “Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo” era, sim, verdade. Nós nunca abandonamos. Apesar do sentimento de tristeza neste dia 02 de dezembro de 2007, era a partir daquele momento que tudo mudaria. E ficou nítido em uma frase… Vai, Corinthians!

    O ano de 2008, em que o retorno à elite era obrigação, por muito pouco não foi abrilhantado por mais uma conquista. Mas cumprimos nossa meta e voltamos à elite ao som de “Eu voltei, agora pra ficar”.


    Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Voltou e ficou! Já no ano seguinte, de forma fenomenal, um camisa 9 que dispensa apresentações, no despertar da sirene do Parque São Jorge, abrilhantou o início de uma nova era.

    Escanteio para o Timão, cruza na área, sobe Fenômeno, estufa a rede e voa, voa nos braços da Fiel. Era um primeiro passo, veio então um Paulista, uma Copa do Brasil, com terrão, com o melhor do mundo.

    Pouco depois, o mais bonito e mais moderno centro de treinamento do Brasil estava de pé, homenageando Dr. Joaquim Grava com o nome dele. Isso enchia de orgulho a Fiel, um trabalho de excelência na preparação dos atletas.


    Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Os anos passaram, e o preto e branco voltou a se espalhar, como se fosse uma epidemia. Em 2011, o Brasil voltou a ser alvinegro. No ano seguinte, a América coloriu-se de Corinthians pela primeira vez na história. Ainda em 2012, o mundo, com mais de 30 mil loucos do outro lado do mundo, conheceu pela segunda vez o preto e branco mais bonitos.

    Parecia que não existiam mais vôos possíveis. Mas poderíamos mais.

    Ano de Copa do Mundo no Brasil, os olhos do mundo voltados ao futebol, voltados ao nosso país. Eis que surge a tão sonhada casa corinthiana. Apresentamos ao mundo a nova Casa do Povo, a Arena Corinthians, abertura da Copa e cheia de encantos para a Fiel?—?e pesadelos para os adversários.


    Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Mas não para, não para, não para. Tempos depois, o Hexa chegou na favela. Taxados como quarta força, provamos ser a maior de todas as forças. No embalo da Fiel, com recorde atrás de recorde, foi a vez do Hepta, pedindo passagem para que respeitem quem pôde chegar onde nós chegamos.

    Partimos de um dos dias mais tristes em nossos corações e nos superamos. Aprendemos, crescemos, melhoramos, vencemos e continuamos vencendo. A volta por cima é também um ensinamento. Foi dolorido, mas foi e está sendo incrível.

    Aqui é Corinthians! Eu, você e outros 30 milhões de loucos lembraremos desse dia como início de uma era: de, reestruturação, crescimento e muita vitória.

    Porque eu te prometi desde aquele dia que nunca te abandonaria. Eu nunca te abandonei. Nem nunca vou te abandonar. Porque te amo!

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