Reservas, mas felizes no líder: dupla corintiana agrada Carille como pode

    • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

      Camacho é o reserva com mais partidas no Brasileirão ao lado de Clayson

      Camacho é o reserva com mais partidas no Brasileirão ao lado de Clayson

    As oportunidades de estar em campo não são tão grandes, mas ser reserva do líder do Campeonato Brasileiro pode não ser algo tão ruim. É o que acreditam Fellipe Bastos, que se enquadra na categoria de suplente pouco utilizado, com apenas 10 minutos em toda a competição, e também Camacho, que por sua vez é aquele que vem do banco e mais oportunidades teve com Fábio Carille. 

    “Sou feliz, sou um cara muito alegre e pra cima”, comentou Fellipe Bastos nesta segunda. Aprendi na minha vida que, apesar de não estar jogando, de não estar fazendo o que gosto, mas estou no grupo e faço parte de um grupo maravilhoso. Faço parte de um clube enorme, com uma história muito grande e, apesar de não estar jogando, compareço”, comentou o volante adquirido em janeiro. 

    Bastos ainda deu exemplos de como tem tentado ajudar. “Sempre estou lá lá falando. De fora vejo alguma coisa e passo a eles. O fato de não jogar é com o Carille, mas só tem 11 e é muito difícil para ele também. Temos o maior respeito um pelo outro e tento me dedicar no treino para impulsionar quem está jogando. Jogando ou não, ninguém vai tirar a minha alegria, sou assim”, frisou. 

    Camacho, à sua maneira, também tenta contribuir. Se Fellipe Bastos ganhou pontos pela presença no dia a dia e pela personalidade positiva, com fama consolidada de boa praça, o colega tem um estilo mais discreto, mas que também complementa as necessidades de Fábio Carille. O volante que atuou em 13 das 19 rodadas, muitas vezes em minutos finais de partidas que o Corinthians está na frente, explicou como tenta ajudar.  

    “Todo mundo tem ambição de ser titular, mas se tiver que entrar um ou dois minutos vou dar o máximo pela vitória. Sempre que entro é para segurar o jogo, é para tocar a bola. Sempre tem sido com o placar na frente, então tento dar meu máximo e fazer o que o Carille me pede pela vitória. Graças a Deus está dando certo, e espero que no segundo turno siga assim”, explicou. 

    “Eu tento me manter no treinamento. Ali o time reserva treina muito forte e muito bem, e tento mostrar que sou útil. Vou como meia, como volante, contra o Atlético-MG entrei pela ponta. Já deixei claro que entro em várias posições”, disse também Camacho. 

    Dupla de cariocas se conhece há mais de 10 anos

    Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

    Fellipe Bastos só atuou em 10 minutos no Brasileirão

    Fellipe na base do Botafogo e Camacho pelo Flamengo. Foi assim que, nas divisões de base do Rio de Janeiro, eles se conheceram. Neste ano, os dois se reencontraram pelo líder do Brasileirão e dividem, muitas vezes, o banco de reservas. A situação de jogar pouco, com contrato até dezembro de 2019, ainda não mexe com a cabeça de Bastos, que não quer pensar no futuro por enquanto. 

    “Vamos viver esse ano. Está tão bom pra gente, então vamos ver o que acontece. A gente nem sabe se vai estar vivo daqui a pouco. Vamos viver o dia a dia como estamos vivendo, jogo após jogo. Sou muito competitivo, sempre falo isso, mas o Carille sabe o que faz e o time está muito bem. Os meninos da minha posição estão muito bem e sei da minha importância para o grupo, sei o que quero e vamos esperar terminar esse ano campeão para decidir”, disse Fellipe Bastos. 

    O volante ainda disse como tem feito para melhorar mesmo sem atuar. “Tem sido um reaprendizado, por eu ter voltado de um futebol lento (Emirados) para um clube que sempre briga por títulos. No início do ano, sofri bastante e o Carille, o Cuca, o Osmar e o Fabinho (auxiliares) conversam e mostram vídeos para que eu melhore. Nos últimos meses, meu jogo melhorou bastante”, acrescentou.

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