Timão tenta antecipar saída de Sheik para economizar mais de R$ 1 milhã

    A não renovação de contrato de Emerson foi apenas o primeiro passo dado pela diretoria do Corinthians para cortar gastos no departamento de futebol e amenizar a grave crise financeira. Após comunicar que Sheik não ficará no clube no segundo semestre, a direção tenta economizar mais de R$ 1 milhão com a antecipação da saída do atacante.

    Um dos principais jogadores do elenco nos últimos anos, Sheik recebe mais de R$ 500 mil mensais e tem vínculo com o clube até o fim de julho. Ou seja, pouco mais de dois meses de trabalho. O Corinthians aceita liberá-lo antes do encerramento do contrato, mas quer que ele abra mão do que tem a receber.

    Emerson, aliás, era o jogador há mais tempo sem embolsar os direitos de imagem. O Timão chegou a atrasar o pagamento por dez meses, mas quitou parte da dívida na semana passada. Agora, restam cinco meses. Mesmo saindo antes, o clube ainda terá de pagar o montante.

    Apesar de negar que tivesse sido procurado pelos dirigentes, o empresário Reinaldo Pitta, responsável por gerir a carreira de Emerson, foi autorizado pelo Timão nesta semana a encontrar uma nova equipe. A decisão está basicamente nas mãos dele. Se conseguir um novo clube, Sheik dará adeus mais cedo ao Alvinegro. Aos 36 anos, a ideia dele é atuar até o fim de 2016.

    Emerson e seu representante, aliás, precisam correr contra o tempo. O jogador pode atuar apenas seis vezes pelo Corinthians no Campeonato Brasileiro se quiser se transferir para outra equipe da Série A. Caso entre em campo pela sétima vez, só jogará em divisões menores ou no futebol internacional.

    Sheik participou das duas partidas do Corinthians até agora, contra Cruzeiro, em Cuiabá, e Chapecoense, em Araraquara, entrando no segundo tempo em ambas. É provável que seja relacionado por Tite para enfrentar o Fluminense, neste domingo, às 16h, no Maracanã, começando o confronto no banco de reservas – Mendoza deve ser titular.

    Emerson é o primeiro jogador a sofrer com o corte de gastos e a reformulação planejada pela diretoria. Fora da Libertadores, o Corinthians decidiu antecipar as mudanças e, principalmente, diminuir a folha salarial, hoje na casa de R$ 10 milhões mensais. O próximo pode ser Paolo Guerrero, que quer R$ 18 milhões para renovar. A direção tenta diminuir os valores.

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