Tite lamenta falta de força ofensiva e explica Elias fora: ‘Opção técnica’

    O técnico Tite viu falhas no ataque do Corinthians no empate por 0 a 0 com o Fluminense, neste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O Timão não conseguiu criar grandes chances. Na melhor delas, Guerrero perdeu sem goleiro. O treinador falou também sobre ter deixado o volante Elias no banco de reservas, mas se esquivou das perguntas sobre o interesse do Flamengo em contratar o meio-campista.

    “A equipe manteve a posse de bola, com o Fluminense buscando o contra-ataque, mesmo em casa. Mas, no último terço do gramado, uma efetividade maior, uma infiltração maior, a finalização, ela (equipe) careceu”, afirmou.

    Tite disse que escalou Bruno Henrique como titular no meio e colocou Elias no banco por uma decisão técnica. O assunto, porém, se estendeu na entrevista coletiva, e o técnico mostrou certo desconforto para falar da possibilidade de perder o volante para o Flamengo. A diretoria aceitou negociar, mas o jogador não concordou com a transferência e decidiu permanecer no time.

    “Eu estou dando uma parte da resposta. É um conjunto todo da obra. Falo da parte técnica. A opção foi técnica”, garantiu.

    Confira a entrevista coletiva de Tite:

    ATUAÇÃO
    – Fizemos um jogo com mais posse de bola do que os outros, mas faltando agressividade, uma objetividade maior, uma confiança maior. Na construção da equipe é inevitável que isso aconteça.

    MATHEUS CASSINI
    – Eu comecei a jogar com 17 anos e, com 20, era capitão da equipe (Caxias). Não tenho restrição aos garotos, lancei o Ramón no Atlético-MG com 16 anos. É só ter a sensibilidade de pegar e não jogar para dentro. É ter a equipe em um momento de confiança para colocar o garoto. O peso é muito grande.

    ELIAS NO BANCO
    – Foi opção técnica pelo Bruno.

    PERDA TÉCNICA SEM SHEIK E GUERRERO
    – Estamos em um momento de construção. Como a equipe vai se construir e crescer ela vai se mostrar durante o campeonato. Vai depender dessa construção.

    REFORMULAÇÃO DO GRUPO
    – A cada seis meses há esses ajustes no futebol brasileiro. É inevitável pelo poder aquisitivo dos clubes, a necessidade. É assim.

    UTILIZAÇÃO DE GUERRERO NO CLÁSSICO
    – Não sei. Vamos nos reunir (com a direção) nesta semana e, talvez, eu possa esclarecer.

    DEIXAR SHEIK E GUERRERO FORA
    – As pessoas acham que o técnico tem superpoderes. É bom o torcedor compreender que há uma hierarquia. Acima de mim existe um executivo de futebol, diretores de futebol e o presidente. O que for melhor para o Corinthians, o técnico se ajusta. Não é o técnico quem determina. Vamos definir o ciclo, último jogo…vamos conversar. A partir do momento que a direção der um parecer técnico vamos passar para vocês.

    BRIGA DE FRED E PETROS
    – Eu gostaria de trazer esse mérito de pacificador, mas eu não estava lá e não vi. Fiquei sabendo depois. Tem certas coisas que são dos atletas em campo, mas não posso falar sobre o que aconteceu.

    ATRASOS NO PAGAMENTO ATRAPALHAM?
    – Quando apresentamos aquele grande futebol também estávamos em uma situação igual. Esse é o parâmetro que estabeleço.

    FORÇA DO TIMÃO NO BRASILEIRO
    – As equipes que vão crescer são aquelas que vão se construir bem. A equipe que se fortalecer ao longo da competição vai bater campeã.

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