Cabeça no Real? Grêmio tem exemplos de como semifinal pode ser traiçoeira

    • LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

      Grêmio tem exemplos dentro do país de como a semifinal pode ser um trauma

      Grêmio tem exemplos dentro do país de como a semifinal pode ser um trauma

    Inevitavelmente, quando o assunto é Mundial de Clubes, uma possível final entre sul-americanos e europeus pauta as semanas anteriores ao torneio. Entretanto, desde que a Fifa impôs o novo formato em 2005, as equipes da Conmebol não possuem vida fácil na semifinal. Diante do mexicano Pachuca nesta terça-feira, às 15h (de Brasília), o Grêmio tem exemplos para entrar em alerta.

    Em 12 edições do “novo Mundial”, os times sul-americanos já protagonizaram vexames diante de adversários de outros continentes, enquanto os europeus estiveram em todas decisões. São três derrotas, dois destes resultados negativos tiveram protagonistas brasileiros.

    REUTERS/Fadi Al-Assaad

    Mazembe, do goleiro Kidiaba, derrotou o Internacional no Mundial de 2010

    Em 2010, o Internacional, arquirrival gremista e talvez o exemplo que mais alerte o time comandado por Renato Portaluppi, caiu por 2 a 0 para o Mazembe. Já em 2013, o Atlético-MG perdeu para o Raja Casablanca por 3 a 1.

    No ano passado veio o pior resultado de uma equipe da Conmebol: o badalado Atlético Nacional, dirigido pelo hoje flamenguista Reinaldo Rueda, sofreu 3 a 0 do Kashima Antlers, do Japão.

    Mesmo ainda passando na maioria das vezes para a final do Mundial, os sul-americanos raramente encontraram vida fácil para chegar à decisão. Foram nove triunfos no total, mas só duas equipes venceram por dois ou mais gols de diferença, sendo que o Santos é o único brasileiro a conseguir um placar minimamente confortável. 

    Em 2011, com Neymar, a equipe de Vila Belmiro superou os japoneses do Kashiwa Reysol por 3 a 1. Três anos antes, a LDU-EQU fez 2 a 0 no Pachuca, justamente o adversário gremista nesta terça. 

    Atsushi Tomura/Getty Images

    Atlético Nacional, com Borja, perdeu para os japoneses Kashima Antlers na semi de 2010

    Vacinado pelos placares apertados e exemplos de vexames – especialmente do vizinho e rival Inter -, Renato Gaúcho adotou um discurso respeitoso na véspera do confronto desta terça-feira. Nada de imaginar o duelo com o Real Madrid, que pega o o Al-Jazira na quarta-feira, antes do jogo contra os mexicanos.

    “A gente sabe que é um jogo da vida deles, mas pode ter certeza que vai ser o jogo das nossas vidas também. Estudamos bem o nosso adversário. Conhecemos tudo. O nosso único pensamento é somente no Pachuca. No momento em que acabar, aí sim a gente começa a pensar no próximo adversário”, afirmou o treinador.

    Relembre o retrospecto dos sul-americanos em semifinais de Mundial:

    2005 – São Paulo 3 x 2 Al Ittihad-KSA
    2006 – Internacional 2 x 1 Al-Ahly-EGI
    2007 – Boca Juniors-ARG 1 x 0 Étoile du Sahel-TUN
    2008 – LDU-EQU 2 x 0
    2009 – Estudiantes-ARG 2 x 1 Pohang Steelers-COR
    2010 – Internacional 0 x 2 Mazembe-RDC
    2011 – Santos 3 x 1 Kashiwa Reysol-JAP
    2012 – Corinthians 1 x 0 Al-Ahly-EGI
    2013 – Atlético-MG 1 x 3 Raja Casablanca-MAR 
    2014 – San Lorenzo-ARG 2 x 1 Auckland City-NZL (prorrogação)
    2015 – River Plate-ARG 1 x 0 Sanfrecce Hiroshima-JAP
    2016 – Atlético Nacional-COL 0 x 3 Kashima Antlers-JAP

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