Chicão aposta na defesa do Timão e admite Libertadores como prioridade

    Uma derrota em 23 jogos: esse é o retrospecto do zagueiro Chicão pelo Corinthians nesta temporada. O revés foi pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Na Taça Libertadores da América, o histórico segue irrepreensível: em dez jogos, o Timão acumula seis vitórias e quatro empates, com apenas dois gols sofridos. É justamente essas estatísticas que deixam Chicão confiante para o confronto desta quarta, contra o Santos, pela semifinal da competição continental, na Vila Belmiro.

    “Será um grande jogo. De um lado, o time considerado como melhor ataque do Brasil, contra outro que também é considerado como a melhor defesa, isso falando só em números. Tivemos a melhor defesa do Paulistão e temos a melhor também da Libertadores. No ano passado fomos o time menos vazado do Brasileiro”, lembrou o defensor.

    A média do setor defensivo corintiano, de fato, impressiona. No Brasileirão do ano passado, a equipe sofreu 36 gols em 38 jogos. Pelo estadual, foram 14 gols em 20 jogos. Incluindo a “Liberta” e somando o retrospecto destes três últimos torneios disputados pelo Timão, a média é de 0,76 gol tomado por partida.

    O confronto com o Peixe será o maior teste da defesa alvinegra na temporada. Isso porque o Santos detém o melhor ataque da competição, com 22 gols marcados em 10 jogos. Na partida de volta contra o Bolívar, pela oitavas de final, por exemplo, o Alvinegro Praiano cravou a sexta maior goleada da história da Libertadores, fazendo 8 a 1 na Vila Belmiro, palco do clássico desta quarta.

    “O Santos tem um poderio ofensivo muito grande, mas se o nosso time inteiro marcar bem, o que já é nossa característica, teremos chances também de fazer os gols lá na frente. Temos qualidade para isso”, completou Chicão.

    Os números individuais e as estatísticas positivas não são o suficiente para agradar o zagueiro, que ainda lamenta a eliminação precoce no Paulistão. Após terminar a primeira fase como líder, com uma única derrota em 19 jogos, o Corinthians perdeu por 3 a 2 para a Ponte Preta no estádio do Pacaembu e acabou fora do estadual. No Brasileiro, até aqui, a campanha é péssima: três derrotas e um empate em quatro jogos, resultados que colocaram a equipe na lanterna.

    “Pelo lado pessoal, é muito bacana ter esse retrospecto, mas é importante ressaltar também o lado coletivo, o conjunto está muito bem. Fico feliz por esses números, mas ficaria ainda mais contente se tivéssemos disputado a final do Paulista. Infelizmente, ainda não estamos bem no Brasileiro, porque priorizamos uma competição que o clube ainda não tem o título, e que sabemos que tem uma importância muito grande para todos nós”, argumentou o camisa 3.

    Corinthians e Santos já protagonizaram finais de Campeonato Paulista e Brasileiro, mas nunca se enfrentaram pela Libertadores. Se eliminar o Peixe, o Timão chegará pela primeira vez em sua história à decisão da competição continental. Por essas e outras, Chicão acredita que este possa ser, de fato, o maior clássico alvinegro de todos os tempos.

    “São jogos que vão entrar para história, vão decidir o finalista da maior competição do continente. Talvez o maior clássico entre Corinthians e Santos dos últimos tempos. Espero que possamos vencer e escrever um capítulo vitorioso dessa história.”

    Reportagem: Globo Esporte

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