Comparamos o Corinthians do Paulistão-2017 com o de agora: o que mudou?

    Nem 11 meses se passaram desde o título paulista do Corinthians de 2017, e o time do técnico Fábio Carille, apesar das várias mudanças, chega mais uma vez para a finalíssima estadual, agora contra o Palmeiras, no domingo, na arena do rival, com uma derrota por 1 a 0 no jogo de ida, em Itaquera.

    Se no ano passado o time praticamente garantiu o título na primeira partida, ao derrotar a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas, desta vez o desafio é vencer por dois gols de diferença para ficar com o troféu no tempo normal – ou vencer por um gol e levar a decisão para os pênaltis.

    Mas, afinal, o Corinthians campeão paulista em 2017 era igual ou melhor que o atual? Veja análise:

    Mais derrotas na conta

    O Corinthians campeão paulista de 2017 teve incríveis duas derrotas em 18 partidas disputadas, todas na primeira fase, para rivais que não atrapalharam sua caminhada pela classificação. Foram tropeços contra Santo André e Ferroviária.

    Em 2018, já são seis derrotas. Na primeira fase, o Timão perdeu para Ponte Preta, Santo André e Sao Bento. Isso não impediu que o time terminasse de novo em primeiro em seu grupo e com só um ponto a menos que no ano passado (24 a 23).

    As piores derrotas vieram mesmo na fase decisiva.

    Nas quartas e na semifinal, a equipe conseguiu sair de resultados ruins fora de casa para Bragantino (3 a 2) e São Paulo (1 a 0), para placares que lhe dessem a vaga em Itaquera (2 a 0 contra o Braga e 1 a 0 contra o Tricolor, com vitória nos pênaltis).

    Na primeira final contra o Palmeiras, em casa, o golpe mais duro: derrota por 1 a 0.

    Rivais melhoraram?

    Dos cinco clássicos disputados pelo Corinthians no Paulistão de 2017, o time venceu três e empatou dois. Longe de Itaquera, destaque para a marcante vitória por 2 a 0 contra o São Paulo no Morumbi, no primeiro encontro da semifinal.

    Em 2018, foram seis encontros: na primeira fase, vitórias em Itaquera contra São Paulo e Palmeiras e empate no Pacaembu diante do Santos. Na semifinal, uma derrota e uma vitória contra o Tricolor. Diante do Palmeiras, derrota por 1 a 0 dentro de casa no primeiro jogo da decisão do campeonato.

    Esquema (in)definido

    O Corinthians de 2017 começou no 4-1-4-1 e se adaptou ao 4-2-3-1 ainda na primeira fase do campeonato, mantendo-se o mesmo até a grande decisão contra a Ponte Preta, em Itaquera.

    O desempenho da equipe foi crescendo com o passar dos jogos e o time adquiriu uma cara que foi muito útil para a sequência do ano – que acabaria com um título brasileiro após 1º turno mágico.

    Na atual temporada, muito por conta da falta de um centroavante titular, o Corinthians começou no 4-1-4-1, pulou para o 4-2-3-1, descobriu o 4-2-4 na vitória contra o Palmeiras na fase classificatória e depois retornou ao 4-2-3-1 com a lesão de Jadson. Hoje, o esquema é o preferido de Fábio Carille.

    Falta o 9 decisivo

    Após um bom ano de 2017, Rodriguinho assumiu em 2018 o papel de protagonista da equipe, com três gols e quatro assistências no campeonato após 17 partidas.

    O grande problema é que o meia perdeu a companhia de outro jogador que fez muito a diferença na temporada passada: Jô.

    Artilheiro do time na temporada passada e eleito melhor jogador do Brasileirão meses depois, Jô fez seis gols no Estadual, sendo cinco contra um dos três rivais.

    Desde o primeiro jogo do ano de 2018, a busca do técnico Fábio Carille foi para encontrar o substituto ideal de seu centroavante, que partiu para o futebol japonês na virada do ano.

     Kazim, Júnior Dutra e Emerson Sheik ocuparam a faixa do gramado, mas ninguém se destacou o suficiente no setor. Cada um marcou uma vez na competição estadual.

    Em números, a diferença ofensiva nem existe de 2017 para 2018: foram 22 gols marcados pelo time na campanha do título (21 até o penúltimo jogo) e os mesmos 22 na atual jornada corintiana.

    O problema é que Jô, além de possuir números individuais incríveis, ajudava no crescimento de outros jogadores (casos de Jadson, Guilherme Arana e do próprio Rodriguinho) e ainda era uma liderança técnica importante para o grupo de Carille em relação a jovens. Perda ainda não reparada.

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